O método Cornell, se baseia na divisão da folha em 3 zonas
Transmissão é gratuita, mas aparelhos de TV atuais precisam de adaptação.
G1 preparou série de perguntas e respostas para você entender essa
novidade.
A TV digital brasileira foi oficialmente inaugurada em 2 de dezembro de 2007 na grande São Paulo. Para esclarecer as dúvidas relacionadas a essa nova forma de transmissão das emissoras abertas, o G1 elaborou um tira-dúvidas da TV digital, com as principais questões sobre o tema. Confira abaixo como funciona essa tecnologia e, em seguida, um guia completo de perguntas e respostas.
A TV digital é gratuita?
Sim, essa forma
de transmissão é gratuita. Porém, para acessar os canais em alta definição, é
necessário ter um conversor digital (set-top box) ou uma TV já adaptada e uma
antena UHF. Para obter a melhor qualidade das imagens de alta definição, também
é preciso ter um aparelho de TV com tecnologia Full HD (1.920 x 1.080).
Quanto se gasta para comprar esses equipamentos?
Depende do nível de qualidade desejado. O gasto pode ficar entre R$ 200 (se
o governo atingir seu objetivo de reduzir os preços) e R$ 1,1 mil, na compra do
conversor digital. Se o usuário preferir qualidade digital em TV de plasma ou
LCD, gastará de R$ 2 mil a R$ 270 mil. TVs modernas, com o receptor digital
integrado, devem ter preço de 10% a 15% maior que os modelos correspondentes sem
o receptor. Com o tempo, os preços devem diminuir.
Serei
obrigado a migrar para a TV digital?
Não, pelo menos nos próximos
anos. De acordo com o decreto 5.280 (29 de junho de 2006), a transmissão
analógica só deve deixar de existir em 29 de junho de 2016. Até lá, os
telespectadores poderão continuar assistindo à TV com transmissão analógica.
Vou poder gravar a programação?
Sim, mas o usuário
estará sujeito às leis de direitos autorais e às regras dos detentores de
conteúdo.
A TV digital também vai transmitir programas
antigos?
Sim. Os canais transmitidos digitalmente terão exatamente
a mesma grade de programação que as suas versões transmitidas de forma analógica
-- a imagem das “velharias” também será melhor na TV digital, pois ela elimina
sombras e interferências que ocorrem durante a transmissão da emissora para as
residências. Os programas já produzidos para a TV de alta definição terão melhor
qualidade que os demais.
Essa nova forma de transmissão está
disponível para canais a cabo?
Não, porque tratam-se de meios
diferentes: a TV digital trafega pelo ar, enquanto a outra trafega por cabos
espalhados pela cidade. No entanto, a NET
anunciou um decodificador que levará a seus assinantes essa transmissão em
alta definição dos canais abertos.
Essa nova forma de transmissão está disponível para aqueles que têm
parabólica?
Não. A TV digital é uma forma de transmissão da TV
chamada aberta. A transmissão por satélite (antena parabólica) já é digital, mas
trata-se de um sistema diferente. Por isso, os telespectadores que usam antenas
parabólicas não terão acesso à nova forma de transmissão de alta definição que
estréia neste domingo (exceto se o serviço contratado esteja preparado para
receber alta definição e repasse isso para o telespectador).
Todas as funcionalidades da TV digital estarão disponíveis na
estréia?
No início, a transmissão digital no Brasil terá como foco
som e imagem digitais. Também na época da estréia, será possível assistir à TV
em dispositivos portáteis, assim que colocados à venda no mercado. Depois, com o
passar do tempo, a interatividade deve ganhar força.
O que é
mobilidade?
Mobilidade é a transmissão digital para televisores
portáteis, como por exemplo aqueles utilizados em veículos.
O
que é portabilidade?
Portabilidade é a transmissão digital para
dispositivos pessoais, como PDAS e celulares.
Como será a
interatividade?
As possibilidades são inúmeras. Com o controle
remoto, por exemplo, os usuários poderão votar, responder a testes, acessar mais
informações sobre os programas e, futuramente, até comprar produtos anunciados
na televisão. Tudo será feito por meio de um sistema desenvolvido no Brasil, o
Ginga, que possivelmente não estará disponível nos primeiros conversores. Por
isso, as possibilidades de interação devem estar disponíveis pouco depois da
estréia da TV digital.
O que é multiprogramação?
É
a possibilidade de as emissoras transmitirem mais de um programa simultaneamente
- ou até mesmo ângulos de câmera diferentes em um jogo de futebol. Isso dá às
emissoras flexibilidade para explorar desde alta definição até vários programas
dentro de um mesmo canal.
Quais as especificidades do Sistema
Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T)?
O padrão brasileiro
para a transmissão de imagens tem como base o padrão japonês, que viabiliza a
mobilidade, portabilidade e alta definição. As principais adaptações do modelo
nacional estão ligadas ao tipo de compressão dos arquivos (H264) e ao
desenvolvimento de um sistema de interatividade próprio (Ginga).
A
tecnologia de compressão de arquivos adotada pelo Brasil, chamada H264, consegue
enviar maior quantidade de dados que o modelo japonês (MPEG2) sem aumentar o
tamanho do arquivo. Isso resulta em conteúdo de maior qualidade com a mesma
velocidade de transmissão de dados.
Outra mudança do padrão brasileiro é
a adoção do Ginga, sistema de interatividade nacional desenvolvido em parceria
pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e pela
Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Posso comprar no
exterior um equipamento para assistir à TV digital no Brasil?
Não.
O sistema de TV digital adotado será exclusivo do Brasil. Por isso, os
equipamentos comprados no exterior não vão funcionar por aqui, a não ser que
sejam fabricados no exterior de acordo com as especificações brasileiras. Essa
restrição vale para televisores portáteis, telefones celulares, conversores
digitais e aparelhos de TV com conversor integrado.
Como faço
para acessar a TV digital?
É necessário adquirir um conversor
digital e ter também uma antena UHF. As emissoras de São Paulo, que realizam a
transmissão analógica em VHF, terão também canais UHF para a transmissão
digital. Graças a uma função chamada “canal virtual”, não será necessário
decorar novos números: ao digitar 5, por exemplo, o conversor sintonizará a TV
Globo transmitida digitalmente (na realidade, correspondente ao canal 18 no
UHF).
Vou precisar de um aparelho novo para ver a TV
digital?
Provavelmente, não. Quase todos os aparelhos fabricados
nos últimos anos têm entradas para áudio e vídeo, que são necessárias para o
funcionamento do set-top box (conversor). No entanto, a qualidade das imagens
varia. Se quiser tirar o melhor proveito da alta definição oferecida pela TV
digital, é necessário ter uma televisão com tecnologia Full HD.
A TV digital muda o formato dos programas?
Sim.
Isso acontece porque os programas gravados e transmitidos em alta definição têm
formato 16:9 (relação entre largura e altura da tela), como acontece no cinema.
Na transmissão analógica, o formato é mais quadrado: 4:3. Com a TV digital, será
possível ver mais áreas de uma cena nos televisores modernos - assim, as
emissoras terão de se preocupar com o que aparece nas áreas laterais, que antes
não eram exibidas.
Como vou assistir a programas no formato 16:9
em telas 4:3 e vice-versa?
Se não quiser distorcer as imagens, a
solução será o uso de faixas pretas nos cantos da tela, pois programas em alta
definição (formato 16:9) terão como alvo os aparelhos de TV com “tela de cinema”
(também 16:9). Quando um programa antigo (4:3) for exibido em uma TV moderna
(16:9), as faixas pretas ficarão nas laterais. Quando um programa em alta
definição (16:9) for exibido em uma TV antiga (4:3), as faixas aparecerão em
cima e embaixo da tela. Todas essas opções dependerão das funções disponíveis no
aparelho de TV utilizado para recepção.
http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL602739-6174,00-TIRE+SUAS+DUVIDAS+SOBRE+A+TV+DIGITAL.html
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